Posted by: rebêlo
Tags:
avião, cinema, viagem
Posted date:
novembro 9, 2007 |
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Paulo Rebêlo // novembro.2007
Pessoas que precisam viajar bastante (por causa do trabalho) sempre passam por uma infinidade de histórias ridículas que preferem esquecer. Há anos pegando avião, carro, ônibus, carroça, bicicleta e carro-de-boi para conseguir fazer uma maldita entrevista que no outro dia só serve para embrulhar peixe no mercado, a gente termina aprendendo que, por mais que você tente, algumas pessoas nascem predestinadas a atrair situações ridículas.
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Paulo Rebêlo // maio.2007
Na edição anterior, vimos como é difícil ser brasileiro no exterior quando não temos o estereótipo padrão tupiniquim: morenos, atléticos, conquistadores e barulhentos. O problema de ser um brasileiro nem um pouco brasileiro – baixinho, branquelo, redondo, quieto – é que ninguém acredita que você é brasileiro.
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Paulo Rebêlo // abril.2007
Ser brasileiro em terra estrangeira significa que você pode ser qualquer um e ninguém ao mesmo tempo. Não é à toa que passaporte brasileiro vale tanto no mercado negro, mas ninguém parece lembrar desse detalhe na vida real. O estereótipo é universal: somos morenos, atléticos, conquistadores e barulhentos. O problema de ser um brasileiro nem um pouco brasileiro – baixinho, branquelo, redondo, quieto e nada galanteador – é que ninguém acredita que você é brasileiro. Nem que mostre o passaporte.
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Paulo Rebêlo // dezembro.2006
Depois dos ataques terroristas do 11 de setembro, o terrorismo mudou de lado. Em vez dos loucos ensandecidos que entram em processo auto-explosivo em nome de um pseudo-deus qualquer, agora a gente precisa ter medo – e enfrentar – os terroristas que usam o crachá do aeroporto. Com leis de segurança ridículas que não funcionam, qualquer pessoa pode ser um terrorista em potencial. Eles fazem você tirar os sapatos, abrir a mala, confiscam seus pertences pessoais e mandam abrir o cinturão da calça na frente de todo mundo. E quando você está sem banho, sem fazer...
Paulo Rebêlo // outubro.2006
Atualmente, não sei do que tenho mais medo: viajar de avião ou abrir a internet e ler sobre mais uma aeronave que caiu. Desde antes do vôo 1907 da Gol, eu já tinha vários motivos pessoais para não simpatizar com viagens de avião, como pode ser visto nas duas últimas crônicas disponíveis neste espaço. Penso cá com meus botões que, a partir de agora, mesmo em vôos domésticos precisarei chegar duas horas antes do embarque: meia hora para o check-in e uma hora e meia para encher a cara de uísque no bar do aeroporto. Só assim para ficar a viagem inteira...
Paulo Rebêlo // setembro.2006
Mulheres bonitas deveriam ser terminantemente proibidas de viajar de avião. Como uma lei neste sentido me parece pouco plausível, acredito que as companhias aéreas poderiam, pelo menos, criar uma área diferenciada dentro da aeronave para abrigar essas criaturas. Similar ao que acontecia antigamente, quando havia divisão entre fumantes e não-fumantes.
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Paulo Rebêlo // agosto.2006
Quem mora sozinho por muito tempo, enfrenta dois fenômenos padronizados que só variam de intensidade, de acordo com a pré-disposição de cada um. O primeiro e mais fácil de perceber é a liberdade social e psicológica que, uma vez experimentada, pouquíssimos desejam voltar atrás.
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Paulo Rebêlo // agosto.2006
Três coisas me dão calafrios em viagem de avião: a decolagem, o pouso e a expectativa sobre a pessoa que vai sentar ao meu lado. Em vôos curtos, não é tão ruim. Em vôos mais longos, a história é outra. Não sei o que passa pela cabeça desse povo que insiste em puxar conversa achando que vai fazer uma amizade em quatro horas de vôo. Talvez seja uma inconsciente necessidade de parecer amistoso e bacana. Querem saber toda sua história de vida. O que você faz, deixou de fazer e pretende fazer um dia.
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Paulo Rebêlo // fevereiro.2006
Não é novidade que carnaval é tempo de libidinagem. É o júbilo das pessoas solteiras. O problema é que só funciona desse jeito, ou seja, para quem é solteiro. Outro dia, um colega sugeriu juntar a reca dos pobres-coitados e fazer um carnaval de casados, onde as pessoas poderiam brincar, beber e pular sem preocupações com a mão-boba alheia. Não funciona, perde a graça. Ficaria limpinho demais.
A maioria dos foliões tende a achar que carnaval só é bom quando se pode sair agarrando todo mundo sem culpa, sobretudo quando, a cada ano, parece que mais...
Paulo Rebêlo // janeiro.2003
Dizem que o hábito de ler jornal todo dia é um vício similar ao fumo: quando você consegue parar, fica se achando um tolo porque vê que não é tão difícil assim e que aquele vício, na prática, não lhe acrescentava em nada; você pode muito bem viver sem ele. Talvez seja por isso que, em alguns locais do Brasil, o jornal-papel é carinhosamente apelidado de "o mentiroso".
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